Resumo do documentário “A Corporação”

O documentário “A Corporação”, de 2003, trata da história, da definição e de todos os princípios, éticos ou não, que tomam conta desse ente poderoso da sociedade atual: as grandes corporações. O filme desenvolve a história do surgimento dessas empresas, ainda com a primeira revolução industrial, com a mudança de paradigma na economia.

Tratada como pessoa jurídica, uma corporação é formada por pessoas que visam, acima de tudo, o lucro para o negócio e consequentemente para seus donos. O documentário estabelece uma linha interessante de comparação. Por ser considerada uma “pessoa”, ele traça um diagnóstico de personalidade para a corporação: a psicopatia. Os sintomas são: impossibilidade de assumir culpa, despreocupação com a vida do outro, entre outros. De acordo com a lei, as empresas têm os mesmos direitos de indivíduos, podendo inclusive processar e serem processadas. Porém, existe uma larga diferença entre os indivíduos e a corporação.

Ele traça então uma série de males que a corporação produz no nosso mundo atual:

- Mal aos empregados: corte de vagas, fim dos sindicatos, incêndios em fábricas.

- Mal à saúde humana: produção de produtos perigosos e químico sintéticos, lixo tóxico, poluição.

- Mal aos animais: destruição dos habitats, fazendas industrializadas, experiências com animais.

- Mal à biosfera: devastação florestal, emissões de CO2, lixo nuclear.

O documentário segue passando por outras questões, como a propaganda, que incita um estilo de vida, não mais um produto, e o consumismo, característica trivial da sociedade atual. Ele analisa também questões ambientais, concluindo que os sistemas de vida no planeta estão em declínio, e a ligação histórica entre tiranias, como a Alemanha nazista, e grandes corporações, como a IBM. Além disso, discorre sobre a relação entre os governos e as corporações – como o governo perdeu o controle das corporações, já que agora elas são mundiais, e como ainda assim ele faz acordos com essas empresas – e sobre a chamada responsabilidade social das empresas, caracterizada no documentário como o discurso do momento.

Ao final, o filme entra na questão da democracia e participação da sociedade civil nas mudanças do modelo atual de desenvolvimento, cobrando transparência, prestação de contas e uma transformação efetiva. Exemplos são mostrados na Bolívia e em outros lugares do mundo.

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